sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A MULHER NA MUSCULAÇÃO

Bom, conforme vou encontrando boas dicas, textos e tudo mais de melhor vou postando pra vocês. E depois de ver que de ontem pra cá já tivemos mais de 700 visitas, fico mais feliz e vou procurar me dedicar mais ao blog.



Tabus em relação a musculação é o que não faltam, especialmente entre as mulheres. Ainda persiste entre estas a desinformação (ou má informação) de que a musculação as levaria a adquirir um aspecto masculinizado. ISTO NÃO É VERDADE!
- 1º aspecto - Apesar da mulher possuir a mesma força muscular relativa por cm2 de músculo que o homem, proporcionalmente, o volume muscular destas é menor devido a fatores estruturais genéticos e hormonais. Portanto, uma mulher jamais terá o mesmo volume muscular que um homem, devido, principalmente, ao fato de que nestas os níveis de testosterona (hormônio responsável pelas características masculinas, como uma maior massa muscular, por exemplo) é 20 vezes menor do que nos homens.

- 2º aspecto – Os homens podem chegar a uma extraordinária definição muscular (quando a gordura subcutânea é tão baixa que a musculatura se torna muito aparente sob a pele) por poderem reduzir sua gordura corporal a níveis próximos da gordura essencial (aquela encontrada revestindo os órgãos internos), algo em torno de 3% do peso corporal. As mulheres além dessa gordura essencial, possuem ainda a chamada gordura específica do sexo (gordura responsável pelas formas mais arredondadas dos quadris, pelas mamas, etc). Esta gordura específica do sexo soma algo em torno de 9% a mais de gordura corporal na mulher, levando esta a ter um percentual de gordura mínimo em torno de 12% (ou algo em torno de 6 a 8 Kg de gordura corporal total para uma mulher de estatura mediana).

Quando uma mulher chega a reduzir sua gordura corporal entrando na gordura específica do sexo, esta começa a apresentar alterações hormonais, chegando a amenorréia, como acontece com as atletas APENAS NO PERÍDO DE COMPETIÇÃO.

Desse modo, a musculação para a mulher, quando bem orientada, não a "deforma", pelo contrário, somente reforça sua autoimagem através de uma melhor postura, tonificando sua musculatura e melhorando sua silhueta.

Um ponto deve ser aqui ressaltado, as vezes, a mulher pode observar um certo aumento de seu peso corporal com o trabalho em musculação. Este aumento de peso deve-se ao aumento do peso da musculatura, não por aumento em seu volume e sim por aumento da densidade desta (esta maior densidade muscular é responsável pela sensação de enrijecimento). Mas como maioria das mulheres sempre busca EMAGRECER, devemos lembrá-las que emagrecer é sinônimo de reduzir a gordura corporal e não necessariamente redução no peso corporal visto na balança. Por exemplo, suponhamos que uma mulher, pesando 56 Kg, e que através de exercícios físicos e uma alimentação balanceada, após certo tempo, reduza 2 Kg de gordura corporal, mas em contrapartida aumente 2,5 Kg de peso muscular, se observarmos apenas a balança veremos que esta aumentou seu peso corporal para 56,5 Kg! Contudo, os 2 Kg reduzidos na gordura corporal representarão uma grande diferença em centímetros de redução no seu manequim, apesar de estar mais pesada. Não que isto seja uma regra, pode-se também observar uma queda do peso corporal, bastando para isso uma redução da gordura corporal superior ao aumento do peso muscular, sendo que em qualquer dos casos a alimentação terá papel decisivo no comportamento da variação final do peso corporal.

Como visto então, a balança nem sempre será um indicador fiel, portanto, procure por uma academia que possua meios fidedignos de avaliar sua composição corporal (desmembramento do peso corporal em peso de gordura e peso de massa magra) a fim de fornecer um melhor indicador para tais variações do seu peso corporal.

Um último ponto, a menstruação e a musculação. Evidentemente, algumas menstruações ou o próprio período pré-menstrual são acompanhados, em algumas mulheres, de cólicas intensas, retenção hídrica, dores de cabeça, náuseas e dores articulares e/ou lombares que dificultam ou até mesmo chegam a impedir qualquer exercício físico. Mas inúmeras pesquisas têm sido realizadas e quase todas chegaram a resultados semelhantes, que estes quadros apresentam melhora significativa ao longo do tempo com a prática regular de exercícios, auxiliando até na regulação do ciclo.

Texto por Prof Eder Lima

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